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sexta-feira, novembro 02, 2007




No Escuro

(não acredito que o Represas tivesse escrito este poema)

Vi-te de longe no escuro
onde já não te esperava encontrar.
Não era a noite, nem era o sono.
Nem falta de alma p'ra te procurar.

Fui-me chegando mais perto,
devagarinho para não pisar o coração...
talvez o meu bata tão forte para te avisar.

Há tantas vidas sigo o cheiro
que me deixaste preso ás mãos
e me sufoca ao meio da noite
numa boa maldição

Há quantas vidas que eu desejo
ter mais coragem que paixão,
e confessar tudo o que o tempo
me guardou no coração

Não era falta de fé ou confiança p'ra me revelar,
era só medo que as tuas águas
fossem tão fundas que perdesse o pé.

Já me perdi no passado por insistir em querer adivinhar
o que pensavas, que não abrias
nenhuma porta para eu entrar.

Talvez mate o destino de uma vez
se um beijo escorregar mesmo á traição

Quem sabe se no escuro a luz se acende e então...
darás por todos os recados que mandei.

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