JCT Music

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Luzes Amarelas




Até Amanhã Sol







Cordilheira

 




Àrvore Ao Por-Do-Sol




Marvão





Faixas Brancas





Luzes Da NoiTe



Escultura Em Cimento


The Wall


Barragem da Póvoa




Nisa


sexta-feira, dezembro 27, 2013

O Eterno Retorno (ou o Aforismo 56)


"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?
Quem, como eu, se ocupou por muito tempo por um desejo enigmático a penetrar profundamente o pessimismo e a liberá-lo da estreiteza, da ingenuidade meio cristã, meio germânica, que neste século se apresentou pela última vez, isto é, com a filosofia de Schopenhauer, que com olhos asiáticos e hiperasiáticos guardou realmente em seu interior e até o fundo aquela filosofia que é a mais completa negação do mundo que se possa imaginar — além dos confins do bem e do mal e não mais, como Buda e Schopenhauer dentro da absurda cerca da moral, então abriu, sem propriamente desejá-lo, os olhos para o ideal contrário, para o ideal do homem mais orgulhoso, mais exuberante de vitalidade e afirmador do mundo, o qual não apenas conseguiu satisfazer-se, resignar-se com aquilo que era e que é, mas deseja ter tudo isso de novo, como era e como é, interiormente, gritando sem cessar "da capo" não apenas relativamente a si mesmo, mas todo o espectáculo e não tanto ao espectáculo, mas, no fundo, àquele que é necessário ao espectáculo e o torna necessário, porque sempre é necessário a si mesmo. Como? E isso não seria: "Circulus vitiosus deus"?"
Friedrich Wilhelm Nietzsche

domingo, dezembro 15, 2013

sexta-feira, dezembro 13, 2013