JCT Music

terça-feira, julho 26, 2016

Será a Música...

Será a Música (aqui finalmenTe fotografada) um dos meios para elevarmos a nossa consciência a outros níveis de percepção e de dimensão?





sexta-feira, julho 22, 2016

Cartas de Marcos Alves

"Levei a vida toda a sentir-me inadaptado mesmo ás suas cousas mais altas e adaptar-me a todas, mesmo, ás mais reles. Assim criei uma dupla personalidade, da qual ambos os entes são falsos. Por isso me não encontro. Por detraz do homem de espirito e /um pouco de sociedade/, sou o artista morto, e não o sou realmente. Vendo o que quiz ser, o que me julguei plenamente capaz de ser, e attentando no que hoje irremediavelmente sou, uma angustia enorme, como a de ter perdido a alma, ou um céo, sobe-me á cabeça. Nunca me senti senão atravez de uma idéa de mim. Tudo o que amei cedo ou tarde me veio a ferir Cortei todos os laços commigo proprio; hoje nada me amarra a mim a não ser o sentimento de dever estar amarrado. Só me sinto um ao attentar que sou, pelo menos, dois. Pergunta-me v[ocê] como vim dar n’isto – n’isto de ser o cavaqueador brilhante, o triunphador das attenções... Perdendo-me. Cada pedra com que construi a m[inha] reputação de blagueur, de artista, de – tirei-as ao muro, hoje desgastado, com que me vedara /do não-eu/. Hoje não tenho alma. Vendi-a a mim próprio, a troco de moeda falsa, beijos comprados, amizades inuteis, admiradores despreziveis, inimigos que me esqueceram.”

sábado, julho 02, 2016

Domesticando a Luz - A Fita do Tempo Novo


Domesticando a Luz - A Bailarina


Domesticando a Luz - Afição


Domesticando a Luz - A Viagem da Idéia


Domesticando a Luz - Abraços


Domesticando a Luz - A Guitarra Infinita


Domesticando a Luz - Arcanjo


Domesticando a Luz - A Leveza Insustentável


Domesticando a Luz - Na proa do Titanic


Domesticando a Luz - O Demónio do ConscienTe


Domesticando a Luz - Fumo de Incenso


Domesticando a Luz - Duelo de Sabres


Domesticando a Luz - A espada do Samurai


These Poems, She Said


These poems, these poems, 
these poems, she said, are poems 
with no love in them. These are the poems of a man   
who would leave his wife and child because   
they made noise in his study. These are the poems   
of a man who would murder his mother to claim   
the inheritance. These are the poems of a man   
like Plato, she said, meaning something I did not   
comprehend but which nevertheless 
offended me. These are the poems of a man 
who would rather sleep with himself than with women,   
she said. These are the poems of a man 
with eyes like a drawknife, with hands like a pickpocket’s   
hands, woven of water and logic 
and hunger, with no strand of love in them. These   
poems are as heartless as birdsong, as unmeant   
as elm leaves, which if they love love only   
the wide blue sky and the air and the idea 
of elm leaves. Self-love is an ending, she said,   
and not a beginning. Love means love 
of the thing sung, not of the song or the singing.   
These poems, she said.... 
                                       You are, he said, 
beautiful. 
                That is not love, she said rightly.