JCT Music

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sábado, maio 26, 2018

No Escuro

Vi-te de longe no escuro
onde já não te esperava encontrar.
Não era a noite,
nem era o sono.
Nem falta de alma p´ra te procurar.
Fui-me chegando mais perto,
devagarinho para não pisar
o coração...
talvez o meu 
bata tão forte para te avisar.

Há tantas vidas
sigo o cheiro
que me deixaste preso ás mãos
e me sufoca ao meio da noite
numa boa maldição
Há quantas vidas que eu desejo
ter mais coragem que paixão,
e confessar tudo o que o tempo
me guardou no coração
Não era falta de fé
ou confiança p´ra me revelar,
era só medo
que as tuas águas
fossem tão fundas que perdesse o pé.
Já me perdi no passado
por insistir em querer adivinhar
o que pensavas,
que não abrias
nenhuma porta para eu entrar.
Talvez mate o destino
de uma vez
se um beijo escorregar
mesmo á traição
Quem sabe
se no escuro a luz se acende
e então...
darás por todos
os recados que mandei.

Mark Knopfler - Silvertown Blues

Aunque no haya wifi ni celulares

"Aunque no haya wifi ni celulares
Skype, correo electrónico, WhatsApp
ni señales de humo ni palomas
ni amigos mensajeros
ni "postinos",
con los ojos te mandaré señales."

Olga Liliana Reinoso

Aviso à navegação

Se eu não aparecer nos próximos tempos, é porque acordei com fome a meio da noite. Frigorífico. Escolho um iogurte líquido. Lá do fundo de morango, como escreveu a poeta:

"E, por último, faz com que
todo o iogurte que coma seja
— foda-se! —
de morango."

Agitei. Abri. Bebi. Soube-me bem. Pelo menos até ler o prazo de validade:
14 Dez 2017...!

Fotografei um Anjo ?



Ao inverter uma foto de longa exposição dos movimentos circulares de uma lanterna no escuro, deparo-me com surpresa com uma figura lá atrás. Ainda mais intrigante é o facto de ela própria emanar uma espécie de ondas vermelhas (neste caso cor invertida).

sexta-feira, maio 25, 2018

Assassing

Assassing

I am the assassin, with tongue forged from eloquence
I am the assassin, providing your nemesis
On the sacrificial altar to success, my friend
Unleash a stranger from a kiss, my friend
No incantations of remorse, my friend
Unsheathe the blade within the voice, my friend
Who decorates the scarf with the fugi knot
Who camouflaged emotion in a thousand yard stare
Who gouged the notches from the family tree
Who hypnotised the guilt in career rhythm trance
Assassing, assassing, assassing, assassing
Listen as the syllables of slaughter cut with calm precision
Patterned frosty phrases rape your ears and sow the ice incision
Adjectives of annihilation bury the point beyond redemption
Venomous verbs of ruthless candour plagiarise assassins fervour
Apocalyptic alphabet casting spell the creed of tempered diction
A friend in need is a friend that bleeds
Let bitter silence infect the wound
You were a sentimental mercenary in a free fire zone
Parading a Hollywood conscience
You were a fashionable objector with a uniform fetish
Pavlovian slaver at the cash till ring of success
A non com observer - I assassin the collector - defector
So you resigned yourself to failure, my friend
And I emerged the chilling stranger, my friend
To eradicate the problem, my friend
Unsheathe the blade within the voice
I am the assassin
I am the assassin
And what do you call assassins who accuse assassins anyway, myfriend?


 Derek William Dick

É em Portugal...


A noite não acaba

Para não se adormecer, quando se trabalha até tarde, o regresso a casa não se faz sem colocar a temperatura no frio, o som alto e uma corrida no IC19. Hoje ao som desta música que nem sabia que tinha e começou a tocar algures por volta dos 140, há minutos.





quarta-feira, maio 23, 2018

Estávamos melhor, quando estávamos pior.

A Felicidade muitas vezes só é percepcionada à posteriori. Éramos felizes sem o saber...

SPECTRAL MORNINGS - Steve Hackett

Spectral Mornings 2015



As one door closes 
Another draws apart
A seed of hope in a darkened heart
A seed of hope in a darkened heart
We hold on for the promise
Hold on for dear life
After all, what do we have to lose?
Choose - tell me what
What is there left to lose?
So the song goes
Tomorrow never knows
Remember this,
You're not alone
There's always hope
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The sunset
A new sunrise
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The human soul
Letting go
May each new dawn
Always be yours
We have to face
The music in the end
We are who we are
Tears and rust -
friend
We are who we are
Tears and rust
So the song goes
Tomorrow never knows
Remember this,
You're not alone
There's always hope
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The sunset
A new sunrise
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The human soul
Letting go
May each new dawn
Always be yours
So the song goes
Tomorrow never knows
Remember this,
You're not alone
There's always hope
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The sunset
The sunrise
New horizons
Brighter Skies
Spectral Mornings
The human soul
Letting go
May each new dawn
Always be
Yours

Poema II

II
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro

segunda-feira, maio 21, 2018

"Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar..."


Quem vê as campanhas contra a exploração do petróleo em Aljezur...constata que:

Os portugueses e as portuguesas não sabem lutar contra os interesses instituídos. É o caso dos bancos falidos e  é o caso da exploração do petróleo no litoral algarvio e alentejano. São revolucionários das 14 às 17h. Depois vão para o bairro alto beber cerveja artesanal.

As formas de luta que encontram é descobrir o mail do ministro ou do secretário de estado e inundá-lo de correspondência electrónica (spamming), ou então, fazer manifestações a centenas de quilómetros dos locais  onde se desenvolve a acção, desligadas das causas que se querem ajudar. Em que os figurantes das manifestações são os populares que vão a todas as outras. Sem meios, sem cartazes gigantes, sem um guião, sem slogans minimamente inteligentes e apelativos, sem força de impacto. Nunca nada está minimamente criado num formato profissional que tenha potencial para obter resultados.

Se revirmos as acções do GreenPeace, reparamos em acções eficazes, com os alvos identificados, cenicamente preparadas para causar impacto e memorização no público,  com mensagem com dinamismo e mediatização calculada, e sobretudo com resultados. Quando estamos a ver uma das suas campanhas, quase sempre nos apetece estar lá e fazer parte daquilo.

Tudo isto que acabo de referir estuda-se, cria-se, prepara-se, simula-se e executa-se. Nada daquilo é improvisado.

O que os portugueses ainda não perceberam, é que estas acções precisam de ter meios e de ter um Plano de Marketing desenvolvido para criar ódio à exploração do petróleo.

Um Plano de Marketing não precisa de ser feito por qualquer guru da publicidade, qualquer bom aluno de Marketing o faz. 

Para ganhar notoriedade, e mediatização basta identificar um acto que cause impacto. Por exemplo, despejar um barril de crude por um ministro abaixo. De preferência por volta das 18h para aparecer em todos os telejornais. Nos dias seguintes repetir com um secretário de estado, um presidente de camara, um dos seus advogados, etc...
Deve-se criar no público a expectativa: "Quem será o gajo que hoje levou com o crude ?"

Tudo bem encenado. Os executantes com macacos cor-de-laranja. E mostrar bem que não são jovens de bairros degradados, mas jovens cientistas e investigadores.
   
De seguida é prosseguir com a campanha, até conseguirem notoriedade e serem entrevistados. Devem-se apresentar como um movimento cívico de resistência ao desnorte governativo. Devem por a fasquia alta e exigir debates públicos televisionados.

Comprar espaço televisivo para videos de choque de 5 e 10 segundos, antes e depois dos telejornais.

Sortear um ou dois veículos eléctricos, que qualquer marca oferece com um pouco de conversa e publicidade em troca. 

Esta última parte pode parecer estranha, mas se se quer aderência, não pode faltar este tipo de sorteio que é o chamariz dos indecisos e indiferentes para a causa. Trata-se da massificação dos apoios.

O passo seguinte é a desobediência civil. 

Sem violência. Basta grupos de uma dúzia de pessoas sentarem-se. Nos sítios mais inconvenientes. Onde se consiga parar os fluxos de veículos automóveis, comboios e metro. E repetir estas acções de forma aleatória durante uma semana. Estes grupos bem articulados conseguem parar cidades. Criar notoriedade e elevados índices de recordação na população-alvo.

Depois decidir não pagar impostos. Etc... 





domingo, maio 20, 2018

Repetir

Quero caminhar nas margens de um rio a atirar pedras à água. Deixar a civilização e os humanos para trás. Admirar as plantas, os peixes, os pássaros. Mergulhar com calma nas suas águas. Subir a corrente. Nadar até meio e mergulhar novamente. Ficar submerso uns minutos e voltar à superfície. Admirar-lhe o curso nas represas. Enviar um drone às zonas inacessíveis, e depois subir-lhe as encostas. Saltar lá de cima e ter o prazer de entrar na água com força. Repetir. Repetir. Repetir. Depois voltar à minha cabana na sua margem esquerda, passar a cerca e entrar. Deitar-me na pequena cama e dormir profundamente em pleno dia. Aos poucos abandonar a fala e romper com as palavras. Dizer aos Deuses que não seria pedir muito se fosse sempre assim.

Nascer do Sol

Silvertown

Regresso a Lx


Dono em Madrid

Dia santo para a gata.

One more night...

Mais uma noite de trabalho...

sábado, maio 19, 2018

Hora e meia

Hora e meia para chegar ao Saldanha. 
Manifestação de professores na rotunda do Marquês pára entradas em Lisboa. O direito de uns impede que os outros cheguem a horas ao trabalho. 
Isto num Sábado. 
PCP no seu melhor...: "Ora qual é o sítio onde podemos causar mais mal estar e constrangimentos às pessoas num Sábado ?"
Reconheço que os professores têm direito a manifestarem-se. Mas não podem manifestar-se nas escolas?
Precisam de vir para o meio da cidade, paralizá-la ?

sexta-feira, maio 18, 2018

Perdoai Senhor os meus pecados aqui na terra.


DISSE O SENHOR BUDA...

...que não devemos crer em algo meramente porque seja dito; nem em tradições porque vêm sendo transmitidas desde a antiguidade; nem em rumores; nem em textos de filósofos, porque foram estes que os escreveram; nem em ilusões supostamente inspiradas em nós por um Deva (isto é, através de presumível inspiração espiritual); nem em ilações obtidas de alguma suposição vaga e casual; nem porque pareça ser uma necessidade análoga; nem devemos crer na mera autoridade de nossos instrutores ou mestres. Entretanto, devemos crer quanto o texto, a doutrina ou os aforismos forem corroborados pela nossa própria razão e consciência. “Por isto”, disse o Buda, ao concluir, “vos ensinei a não crerdes meramente por que ouvistes falar, mas, quando houverdes crido de vossa própria consciência, então devereis agir de conformidade e intensamente.” 

(“A Doutrina Secreta” Vol. III Pág. 401). 

A Day In London

Num Circo sem idade

Começou o espectáculo. O domador faz estalar o chicote como sinal para o leão faminto e escravizado suba para o palanque e fique lá quietinho. Ele, de certa forma, até se conformava com aquela situação. De seguida o domador faz uma série de acções caricatas com o leão (abre-lhe a boca, puxa-lhe a cauda, empurra-o,...) e o leão não reage. Faz parte do número. Dia após dia. Na plateia, sempre alguns rostos conhecidos. Um dia desta eternidade porém quando o domador estava nas humilhações, o leão lembra-se como era em pequenino, como brincava e corria na savana com sua mãe e seus irmãos. Então resolve agir. Salta do palanque e dirige-se ao domador. De forma calma, mas determinada. Nada o iria parar, nem o chicote nem a perspectiva de continuar com fome por mais uns dias. Aproxima-se do domador que surpreendido lhe bate com o chicote. Aproxima-se mais e deita o domador por terra. De seguida sobre para cima dele e aproxima o focinho do rosto petrificado do homem. Olha-o nos olhos. Abre a boca e ruge alto. De seguida urina em cima do domador e depois abandona o Circo calmamente, perante a estupefacção generalizada do público.  O domador  coitado, segue por uns metros, aflito chama por ele, mas o leão não olha sequer para trás. O homem ainda não percebeu nada do que tinha acontecido ali. A libertação de um escravo.

Quando pensamos que...

...já identificámos a pessoa mais estúpida que conhecemos em toda a nossa vida (geralmente alguém que se arma em esperto), logo aparece outra pessoa que nos surpreende e rebenta com a escala !!!

Nota de redação:
- se na frase anterior a palavra "estúpida" for substituída por outra qualquer palavra, tipo "má", "pérfida", "sonsa", "inteligente", a afirmação continua a ser verdadeira.

Lunch at Tiffany & Co

Almoço em Old Bond street...

Voulez Vous ?

quinta-feira, maio 17, 2018

She Chameleon, pré-Fugazi, gravada ao vivo dois anos antes.

Uma raridade!


SHE CHAMELEON

carnal autograph


"She Chameleon"


Sheltering her ego on the edge of a floodlit arc
She'll contemplate seduction, she'll calculate the catch
When she moved, her presence speared me
When she spoke, her words ensnared me
Watch the lizard, watch the lizard,
Watch the lizard with the crimson veil
She crucified my heart in the depth of a satin grave
As I lay in sweating monologue I sensed the lovelight fade
Within the spiral of the cigarette
You betrayed your bedside etiquette
I saw the lizard, I saw the lizard
I touched the lizard with the crimson veil

I've seen a different doorway shut a million times before
The smiling she chameleon, the smiling vinyl whores

They know what they want, they sing your name
And glide between the sheets
I never say no, in chemical glow we'll let our bodies meet
So was it just a fuck, was it just a fuck, just another fuck I said
Loving just for laughs, carnal autograph, lying on a lizard's bed
So was it just a fuck, was it just a fuck, just another fuck I bled
Degraded and alone, raped and still forlorn
Betrayed on a lizard's bed
We chameleon, we chameleon, we chameleon

Derek William Dick

Pavita (aka Boricua56)


O universo não é meu: sou eu.

"...No fundo, há na nossa experiência da terra duas coisas — o universal e o particular. Descrever o universal é descrever o que é comum a toda a alma humana e a toda a experiência humana — o céu vasto, com o dia e a noite que acontecem dele e nele; o correr dos rios — todos da mesma água sororal e fresca; os mares, montanhas tremulamente extensas, guardando a majestade da altura no segredo da profundeza; os campos, as estações, as casas, as caras, os gestos; o traje e os sorrisos; o amor e as guerras; os deuses, finitos e infinitos; a Noite sem forma, mãe da origem do mundo; o Fado, o monstro intelectual que é tudo... Descrevendo isto, ou qualquer coisa universal como isto, falo com a alma a linguagem primitiva e divina, o idioma adâmico que todos entendem. Mas que linguagem estilhaçada e babélica falaria eu quando descrevesse o Elevador de Santa Justa, a Catedral de Reims, os calções dos zuavos, a maneira como o português se pronuncia em Trás-os-Montes? Estas coisas são acidentes da superfície; podem sentir-se com o andar mas não com o sentir. O que no Elevador de Santa Justa é universal é a mecânica facilitando o mundo. O que na Catedral de Reims é verdade não é a Catedral nem o Reims, mas a majestade religiosa dos edifícios consagrados ao conhecimento da profundeza da alma humana. O que nos calções dos zuavos é eterno é a ficção colorida dos trajes, linguagem humana, criando uma simplicidade social que é em seu modo uma nova nudez. O que nas pronúncias locais é universal é o timbre caseiro das vozes de gente que vive espontânea, a diversidade dos seres juntos, a sucessão multicolor das maneiras, as diferenças dos povos, e a vasta variedade das nações.
Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu."

Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II

domingo, maio 13, 2018

"A Minha Vida Com O Lama"

Diz a Wikipedia sobre o livro de Lobsang Rampa que estou a começar a ler:

"Minha Vida com o Lama (Living with the Lama, 1964)
Uma parte da biografia de Rampa, narrada por sua gata de estimação, com a qual ele dizia poder comunicar-se. Este livro retrata, como nenhum outro, a vida de um animal, neste caso uma gata, desde o seu nascimento até ao final dos seus dias. O inédito é que toda a história é narrada na 1ª pessoa, ou seja, o “verdadeiro” autor do livro é Fifi, a gata, que nos vai contando a sua história de vida, todas as situações por que vai passando, desde o seu nascimento “aristocrático”, passando pelos maus tratos a que foi sujeita, abandono, dor, a experiência de ser tratada como um mero “objecto” do capricho dos seres humanos com quem se vai cruzando. Fala-nos das suas alegrias e tristezas, sob o ponto de vista de um animal e, certamente, nos faz pensar sobre as nossas próprias atitudes, enquanto seres humanos, enquanto sociedade que deveria proteger os que não têm voz para emitir uma opinião ou expressar o que sentem."

love on the rooftops - nascer do Sol em Lisboa em 13 de Maio

O seu Pensamento Cria a sua Realidade

i am weeping, father

Maria - Blondie (Deborah Harry com 54 anos!!!)

Time Is The Enemy (filme com 111 anos)

Este filme tem 111 anos, não há grande diferença para hoje.



Atitude


"Olá, não é para todos isto

de ser selvagem com o volume
da bagagem ocidental;
no clímax da meia-idade
é previsível já a quase-
-invariável rotina: i)
achar que não é para mim; ii)
aquiescer, eu, treinada
em variações de bardo (Deus,
faz com que eu nunca seja
uma poeta ressabiada),
na recondução ao redil; iii)
aceitar semi-lerda a classe
de trânsfuga descoberta; iv)
fingir que sou estrangeira
e não me altera esta bodega."

da nossa Poeta favorita

Numa arrecadação do sótão...

Há dias fui à arrecadação no sótão e descobri (ou não me lembrava) que tinha lá uma pequena biblioteca. Tenho livros, das colecções que o meu pai comprava e me oferecia, que nem fazia ideia que tinha. Nem das colecções, nem dos livros.

Vou escolher dois ou três, e mais um ou dois do Pizarro que estou para comprar. Esses são para leituras rápidas, nas pequenas viagens que faço.

Um que seja muito interessante, para uma viagem com alguns dias que estou a planear.

Depois, uma boa meia dúzia, para juntar ao dois sobre história de Portugal que o meu filho me ofereceu, para as férias. 

Vou, como sempre, privilegiar os autores e os temas portugueses.


sábado, maio 12, 2018

a metafisica é uma consequência de estar mal disposto

regresso a Lx, hoje 11:00

Rios Voadores

Ontem ouvi pela primeira vez esta expressão : "Rios Voadores".

Um carvalho evapotranspira para a atmosfera 800 litros de água por dia. 
Uma floresta desta árvores constituiria um rio voador.

Grande parte da água na atmosfera não provém só da evaporação das águas dos mares mas também do vapor de água dos rios voadores.

Que raio de organizações e partidos ecológicos temos em Portugal que nunca os ouvi falar nos rios voadores e da importância destes nas alterações climáticas !?!!

Interspecies Internet 2

Making a Bonobo laugh - Animals in Love: Episode 1 - BBC One

sexta-feira, maio 11, 2018

Há pessoas más

Há pessoas picuinhas, chatas, pérfidas e depois ainda há... pessoas mesmo más: sonsas, malcriadas, com mau intimo e que só fazem e trazem maldade e crueldade ao mundo. Parecem o diabo em figura de gente.

Como é que se lida com pessoas más ? Pode-se ignorar os sinais e as evidências, fazer de conta que não é nada, mas isso só traz problemas a médio prazo. Pode-se dar-lhes uma tareia, mas as dores logo lhes passam...A única solução é usar a inteligência, não ter medo de ter inimigos e descobrir-lhes um ponto fraco. Basta um. E dobrá-las por aí. Até viverem em pânico. Ter a clareza de não ter pena, nunca. Depois de dobradas, dobrar ainda mais até rastejarem como vermes que são, e continuando a usar a inteligência, ter a coragem de nunca aliviar a pressão porque... uma pessoa, se for mesmo inteligente, não acredita na reabilitação das pessoas más. E, não é para qualquer um, mas deve ter-se a dignidade de dizer-lhes a sorrir que o desconforto delas... só vai piorar.

The interspecies internet? - TED Talks

terça-feira, maio 08, 2018

POETAS 2018

GOSTO DE ACHAR QUE SEMPRE FUI UMA BOA SOLITÁRIA

Quando morrer colocada sob a luz mais favorável
dirão que me movi com a ira de um rei trocista.
Farão romarias ao Senhor Roubado para esmolar
o pouco que não tenha sido apontado.
Amigos que enterraram corpos amigos
um só amor capaz de morrer de tão antigo
um burro tombado de vícios e vaidades.

Os meus duzentos e seis ossos farão a desculpa
para doutoramentos sobre o Estádio, esse tabique,
que impedia o Letes de engolir o rasto dos dias.

Ao fim ao cabo não terá corrido mal
a tão alardeada beleza já nos estava prometida.

Sabes, tenho pouco para dizer afinal.
Apreciar sobretudo não ter para onde ir
fazer do amor o passageiro frequente
cobrir cada vez mais a cabeça de camélias.

Merecerá mais a literatura que a minha vida?
Fiz a tropa toda no grande bluff da noite literária
contribuí para a mania da minha geração
sofro o meu próprio termo de orfandade e aceito
que a medida daquilo a que chamam realidade
seja um aparador de bibelôts com as pernas bambas
que sem querer um animal faz desandar.

Já pouco escrevo que convenha à javardice diária
escrevo a bebedeira das palavras escolhidas
porque nunca ninguém escreveu para se elevar
escreve-se para dar forma ao medo e abrandar-lhe o peso.

Acreditem, sou supersticiosa, penhorem-me a vida
tenho uma perninha no bem, outra no mal
e mijo no meio, é honesto pensar assim.

Quando me levarem levem-me inteira mas antes
deixem-me surfar a ressaca da última onda.

 “Senhor Roubado”, Edit. Douda Correria, 2016.
Raquel Nobre Guerra

domingo, maio 06, 2018

Alice Bailey: La muerte: una gran aventura

Eu Sou Luz

A GRANDE INVOCAÇÃO 

Do ponto de Luz na Mente de Deus Flua luz às mentes dos homens;  Que a Luz desça à Terra. 

Do ponto de Amor no Coração de Deus, Flua amor aos corações dos homens; Que o Cristo volte à Terra. 

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida, Guie o propósito as pequenas vontades dos homens; O propósito que os Mestres conhecem e servem. 

Do centro a que chamamos raça dos homens, Cumpra-se o Plano de Amor e Luz E mure-se a porta onde mora o mal. 

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra. 

"A Invocação ou Oração acima não pertence a nenhuma pessoa ou grupo mas a toda a Humanidade. A beleza e a força desta Invocação repousam em sua simplicidade e em sua expressão de certas verdades centrais que todos os homens, inata e normalmente , aceitam a verdade da existência de uma Inteligência básica a Quem nós vagamente damos o nome de Deus; a verdade que por trás de toda aparência exterior, o poder motivador do universo é o Amor; a verdade que uma grande Individualidade veio à terra, chamada pelos cristãos, o Cristo, e encarnou aquele amor de modo que o pudéssemos compreender; a verdade que tanto o amor como a inteligência são efeitos do que é chamada a Vontade de Deus; e, finalmente, a verdade auto-evidente que somente através da própria humanidade pode o Plano Divino realizar-se." 

Alice A. Bailey

car

sexta-feira, maio 04, 2018