JCT Music

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quarta-feira, fevereiro 27, 2019

O b-a ba do abc

Ao princípio é simples e
Sim a vida lê-se do começo até ao fim
Vem a pancada do amor
Há uma ternura selvagem
Depois a meio complica e
Há violência doméstica
Vem o amor da pancada
Não se lê a vida do fim até ao início

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

KAF



Ao rever este meu pequeno filme lembrei-me do livro "À l'ombre des jeunes filles en fleurs" de Marcel Proust. E do ensaio de Justin O'Brien sobre a teoria da transposição dos sexos em Proust, importante mecanismo para a análise crítica das suas obras na vertente da homossexualidade, posteriormente postulada por Eve Kosofsky Sedgwick na sua "Epistemology of the Closet". Sem dúvida um conjunto de leituras interessantes...Em relação à musica, "Kaf" é a letra do 11º Mandamento ("Do what thou wilt"). A única Lei para responder às nossas necessidades, precisamente o mistério da letra Kaf. Uma simbiose com as imagens do comportamento humano ao final do dia e a latente perenidade da Vida.

"Nada há no mundo que não tenha um momento decisivo”

sábado, fevereiro 09, 2019

Há dias...

...no decorrer de uma conversa durante o almoço, alguém disse para a pessoa com quem falava: "- Não é isso que te define." Achei interessante a expressão e o conceito latente na mesma. Desde então, dou por mim por vezes a pensar o que será que me define? Pior, o que será que me define numa frase? Mais difícil ainda o que será que me define em três palavras? E o quase impossível, o que será que me define numa única palavra?... Penso que seja o que for que me define deverá conter os sentidos de alegria, de generosidade, de respeito, de esforço e exigência mas também de simplicidade... Gostaria que ainda envolvesse inteligência, mas nisso - se pensarmos bem - somos sempre parcos. 

Na estrada uma estação


domingo, fevereiro 03, 2019

Bando

Ao princípio nem percebi bem o que era. Depois olhei melhor, mas pouco concluí. Pareciam-me uma coisa, mas não podiam ser daquela cor preta. Depois, como me aproximei depressa, comecei a ver melhor e a confirmar nas formas e na grande envergadura o que realmente era e que eu não via há décadas. Um bando de cegonhas !

Embora...

Descalça cai a mão sobre a espingarda. Travando, a roda do comboio faísca sobre o carril. Um odor a ferro queimado invade o ar, quando já o barulho se calara. A punição invade a simetria, o preto e o creme misturam-se no banco. A porta abre-se sobre a refeição. Movem-se as colunas e as cortinas. Mais à fente azuleijos e mosaicos assistem o ritmo. Religiosas e alunas tratam dos despojos. Quadros e cadeiras suportam até o banho ser passado. No átrio as meias e o suspiro, aconchego digital. Copos circulam, bocas sedentas engolem a sede de há instantes. Compõe-se um círculo poema de quatro partes, afunda-se o anel fora do dedo. No confissionário os cabelos voam sobre o negro redondo. Agarra-se a madeira no abismo. Pretende-se o proibido. Peca-se deliberadamente sobre o cordeiro abandonado. Venda-se a Madre e derrama-se. Venera-se a água. Celebra-se a traição. Dracula-se a vida e a violência investe. Finda com o olhar molhado. E fica o mundo assim. Depois é que são elas...queimem os profetas e os poetas.

O incerto fio de prumo

sábado, fevereiro 02, 2019


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Composição Fotográfica


Oficina da Criança


CURSO DE PADRE

Viagem ao Ilhéu de Vila Franca do Campo